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15
Nov
10

Mudança de formato

Mais uma vez, tenho a lamentar a minha ausência prolongada da blogosfera… Desta vez, devido a razões práticas relacionadas com a minha área de estudos, tenho agora que me reaplicar nesta actividade que negligenciei durante todo este tempo.

Assim, o espaço deste blog passará a alojar, para além de eventuais pensamentos de cariz pessoal sobre assuntos da actualidade, várias categorias de textos de pesquisa e crítica no âmbito do Mestrado em Comunicação e Novos Media, que ora frequento na FBAUL.

João

23
Maio
09

Apple Store Zürich

[Please scroll down for english version]

Como vêem, é raro sentir-me suficientemente motivado (talvez tenha atravessado uma fase de preguicite aguda, veremos) para escrever duas palavrinhas que sejam aqui, mas esta é uma destas ocasiões.

É simpático e notável quando a Apple, uma empresa que, pese embora o facto de prestar uma enorme atenção ao detalhe na sua comunicação gráfica e visual e no design dos seus produtos, raramente sai da sua zona de conforto delimitada por toda uma estratégia de branding, decide finalmente fazer um tributo arrojado aos modernistas do design gráfico e, por inerência, a todo o movimento que tornou sequer possível a estética que a caracteriza.

Assim, na elaboração dos convites, posters, coberturas das montras e demais parafernália para a grande abertura da nova loja da Apple na Banhofstrasse de Zurique alguns iluminados (anónimos? Se alguém tiver alguma pista sobre quem sejam, apite) de entre a equipa de design gráfico da empresa americana decidiram descartar a sua tutelar família de fontes Myriad e as habituais paletas de cores vivas, assim como as silhuetas icónicas dos seus produtos como as temos visto todos os Natais e em grandes aberturas como a da loja de Sydney, e utilizar, com um misto inconfundível de liberdade e rigidez estrutural conferida pela grelha, a intemporal Helvetica a negro em fundo branco. O jogo de alternância da orientação do texto, reforçado (e provavelmente originado) pelos umlauts (não confundir com o graficamente semelhante trema ou diaeresis), e a cor aplicada a estes últimos são a pedra de toque destes elementos de comunicação.

O neo-modernismo suíço ao estilo da Apple que nos é apresentado agradará certamente aos seus fãs mais versados na área do design, e a simpatia do seu “Grüezi” (uma forma de cumprimento específica da suíça alemã) fará o mesmo junto dos clientes da loja. 10/10

Johnny

http://www.flickr.com/photos/32819147@N00/3554197008/sizes/o/in/set-72157618620523256/

http://www.ifoapplestore.com/db/2009/05/21/new-zurich-store-revealed-unique/ (em inglês)

http://www.macitynet.it/immagini/visitaconnoi/applestorezurich/ (em italiano)

http://www.macprime.ch/news/article/impressionen-von-der-apple-store-eroeffnung/ (em alemão)

http://www.flickr.com/photos/32819147@N00/sets/72157618620523256/

(Links e imagens encontradas através do ifoAppleStore)

As you can see, it’s rare for me to be eager enough (maybe I’ve just been very lazy lately, we’ll see about that) to write even a couple of words here, but this happens to be one of those occasions.

It’s a nice and noteworthy event when Apple, a company which, although paying a big deal of attention to detail in the design of its visual and graphic communication as well as of its products, rarely steps out of the comfort zone defined by all its branding guidelines, finally takes the plunge and pays an audacious tribute to the graphic modernists and hence to the movement which made Apple’s aesthetics even possible in the first place.

As such, in the design of the invitations, posters, store-front covers and some other items pertaining to the Zürich Bahnhofstrasse Apple Store grand opening, some bright (and anonymous? If anyone has any clue of who they might be, feel free to chime in) individuals among the Apple graphic design team discarded the standard Myriad typeface and the usual vivid palettes, as well as the iconic silhouettes of some of its products like those seen in the last few holidays and in the Sydney Apple Store grand opening, and instead used, in a characteristically free albeit structurally rigid and grid-constrained fashion, the timeless Helvetica in black on a white background. The visual play with the text orientation, amplified by (and probably inspired by) the umlauts (not to be confused with the graphically similar diaeresis) and their colour are the masterstroke of this campaign.

This Apple-style swiss modernism revival will surely please its biggest design-savvy fans, and the warm “Grüezi” (a swiss standard german greeting) will do the rest as far as the local shoppers are concerned. 10/10

Johnny

http://www.flickr.com/photos/32819147@N00/3554197008/sizes/o/in/set-72157618620523256/

http://www.ifoapplestore.com/db/2009/05/21/new-zurich-store-revealed-unique/

http://www.macitynet.it/immagini/visitaconnoi/applestorezurich/ (in italian)

http://www.macprime.ch/news/article/impressionen-von-der-apple-store-eroeffnung/ (in german)

http://www.flickr.com/photos/32819147@N00/sets/72157618620523256/

(Links and imagens found through ifoAppleStore)

13
Jun
08

Lisboetas de todo o mundo…

… que bem os conheço – como por exemplo o meu bro (um abraço! 🙂 ) – e, obviamente, cidadãos de toda a Lisboa, venham eles de onde vierem, uni-vos!

Temos o raro privilégio de ter uma ligação afectiva e/ou efectiva a uma das mais belas, habitáveis e agradáveis cidades do mundo (é uma opinião pessoal que fui formando nos passeios que fiz em várias capitais europeias e Nova Iorque, e olhem que gostei bastante de todas e não andei à procura de defeitos para poder gabar a minha cidade natal por comparação… claro, como dizem os anglo-saxónicos, your mileage may vary 😛 ) e, como quaisquer outros detentores de privilégios (não no sentido depreciativo do termo, claro está), a obrigação acrescida de lutar por eles…

Não me interpretem mal, ninguém está a pensar expulsar-nos de cá ou barrar-vos a entrada (a única coisa que não tem mesmo entrado nesta cidade ultimamente tem sido a comida e os combustíveis… coisa pouca! 😛 ). A qualidade de vida, essa, é que vai sendo empurrada para um canto, para os condomínios de luxo do Chiado, enquanto o resto da cidade se esvazia para bairros habitacionais totalmente descaracterizados (Telheiras, onde moro, apesar de ser um bairro pacato e agradável, até nem anda longe disso) e para a periferia. E é sem qualquer desprimor que digo que, sendo até possível que a qualidade de vida na periferia seja melhor em alguns casos, nada substitui uma boa casa no centro de uma cidade cuidada e bem servida de transportes.

E é de cuidado, ou talvez da falta dele, que vos venho falar hoje; certamente já se devem ter deparado, ao andar pela cidade, com alguns buracos no passeio (quando não há carros em cima desses mesmos passeios a tapá-los), prédios abandonados e tantas outras pequenas e grandes situações menos abonatórias em favor da dita cuja qualidade de vida – tudo coisas que, honestamente, não me lembro de ver nos tais sítios no estrangeiro por onde passei, por isso imaginem o quão especial Lisboa é para mim para continuar a achar que vale a pena viver aqui.

Ora, reparar nessas irregularidades e guardá-las para nós não nos leva a lado nenhum. Isso, quanto muito, estraga-nos mais um bocadinho o dia e, se forem chatos como eu e por acaso partilharem esses achados de uma forma obcecada, indispõem os outros à vossa volta. A abordagem ideal é mesmo pegar numa máquina fotográfica (quem é que não tem uma no telemóvel hoje em dia? Parece que só mesmo eu… 😉 ), registar o “quadro” e enviar tudo para o CIDADANIA LX, um blog que descobri há relativamente pouco tempo e cuja função principal é denunciar situações dessas (assim como os responsáveis pelas mesmas) e lançar o debate em relação a assuntos que deveriam interessar à maioria dos lisboetas.

Aconselho-vos vivamente também a subscreverem o feed (Atom, RSS) desse blog… Até eu, que saio muito à rua e ando muito a pé por aí, fiquei surpreendido com o estado em que certas zonas da cidade estão. Parece que já estamos tão habituados a ver prédios decrépitos paredes-meias com mamarrachos incaracterísticos que acabamos por filtrar essas “coisas feias” do nosso campo de visão, e isso não favorece em nada o sentido crítico… Por seu turno, existem imensos projectos (dou-vos o exemplo da reactivação do eléctrico 24) que volta e meia “desaparecem” sem deixar rasto, sendo que, por esse facto, aqueles que nunca ouviram falar deles também nunca lhes sentirão a falta.

Não basta estarmos atentos aos buracos no passeio; há que ver a big picture, compreender que há responsáveis políticos nestas situações, movidos pelo interesse, a incúria, ou ambas, e denunciá-los por forma a mudar efectivamente alguma coisa.

Johnny

09
Jun
08

À procura do rato

[via Daring Fireball]

 

Clay Shirky, autor do livro “Here Comes Everybody” e especialista na relação inevitável entre progresso tecnológico e social, faz no seu artigo “Gin, Television and Social Surplus” uma análise acutilante a uma situação que sempre despertou uma série de inquietações, umas mais optimistas e outras menos: Cada vez passamos mais tempo “agarrados” (uns mais do que outros 😉 ) ao computador, mais especificamente conectados à internet.

De acordo com o autor, o qual aponta estatísticas nesse sentido, os utilizadores da internet que a ela vivem “agarrados” não têm agora nem mais nem menos tempo livre do que tinham anteriormente; esse é um bem que se tem mantido relativamente inalterado, sendo que o que mudou foi a gestão do mesmo. Assim, começamos agora a investir o nosso tempo na criação de conteúdos próprios em detrimento do consumo acrítico dos produtos propostos pelos media convencionais, nomeadamente a televisão.

Menciona alguns exemplos, entre os quais a extremamente popular Wikipedia (Inglês, Português), como sendo os grandes beneficiários desse investimento e anunciadores da mudança de paradigma que se avizinha. De súbito, os meios de comunicação de massas passam a ser, em certa medida, acessíveis às próprias massas, o que simultaneamente agiliza o processo de recolha e transmissão da informação, assim como aumenta a resistência da mesma face a potenciais manipulações por parte de determinados interesses instituídos.

Não posso deixar de concordar com o autor quando considera que certas actividades aparentemente fúteis como frequentar, quer como consumidor quer como contribuidor, páginas (hilariantes, por sinal 😀 ) como os Lolcats pode ser mais útil que ficar sentado à frente de um ecrã de televisão; digo-o por experiência própria, visto que “a cavalo” de uma actividade maioritariamente lúdica (mesmo sem entrar sequer em considerações sobre a utilidade vital do sentido de humor na vida de uma pessoa) descobri algumas informações inquietantes sobre a indústria da comida para animais, nos fóruns do mesmo site…

Mais: situações como a que se passou recentemente no nosso país, em que um vídeo de uma agressão de uma aluna a uma professora colocado no YouTube acabou nos jornais televisivos e gerou um aceso debate de ideias, repetir-se-ão. E, não tenho grandes dúvidas, algumas delas serão provocadas de uma forma muito mais premeditada e consciente, fruto de inquietações pessoais de cidadãos anónimos que tentam, com maior ou menor sucesso, agitar a consciência colectiva da sociedade.

Obviamente que um optimismo excessivo, além de ingénuo, pode ter efeitos perniciosos; Temos um longo caminho a percorrer e a responsabilidade de educar e estimular as novas gerações (que apesar de tudo têm em relação a nós a vantagem de terem nascido praticamente durante a presente revolução informática e mediática – são aqueles que dependem do rato e, nas palavras do autor, por ele procuram) a criarem um sentido crítico que lhes permita aproveitar o enorme potencial comunicacional (linda rima 😛 ) e de conhecimento de que dispõem.

Ainda assim, desculpem-me o discurso algo retrógrado ou pessimista mas a verdade é que tenho sérias dúvidas em relação a que jovens como os que publicaram o vídeo da agressão à professora por parte da colega estejam muito preocupados com os problemas da sociedade actual. Talvez acordem para a vida e o façam quando chegarem ao mercado de trabalho e se depararem com dificuldades reais? Por agora, possíveis falácias aparte, parece-me que estão mais ocupados a ver os Morangos com Açúcar e, talvez um pouco devido a estes, a desperdiçar as horas que passam na internet (apesar de, de uma forma algo irónica, contribuírem ingenuamente para essa enorme piscina de conhecimento, pelo simples facto de nela se mostrarem em todo o seu esplendor)… Se acabarão por largar os media convencionais e aprender com o conhecimento acumulado entretanto pela sociedade da informação, isso só se saberá no futuro. 😉

Ainda assim, independentemente de o fazerem ou não (e é aqui que entramos na parte elitista do meu post, preparem-se), segundo o autor, mesmo os poucos (em termos estritamente estatísticos) que aproveitarem este novo meio poderão aspirar a uma influência considerável, capaz de rivalizar com os actuais detentores do poder na sociedade, servindo porventura como fiel da balança. Se se conseguir, contra ventos e marés (sem querer ser demasiado alarmista, já há prenúncios preocupantes, dos quais ainda falarei neste blog, de uma evolução no sentido inverso 😐 ), manter a internet como um bastião da liberdade de expressão, poderemos, seguramente, contar com essa mudança no equilíbrio de forças do Poder, tão necessária nos dias de hoje. Podem esperar, da minha parte, algumas contribuições próprias caso encontre pretextos e a difusão de trabalhos relevantes nesse âmbito. 🙂

Johnny

03
Jun
08

Desculpas, desculpas, e uns avisos à navegação

Não tenho escrito muito ultimamente, daí as desculpas: Ah, e tal, tenho tido muito trabalho (yeah, right!)… A verdade é que o acto criativo é por si só complicado, e essa energia quase que a gasto toda na Faculdade. Já o acto interpretativo, esse, está mais concentrado no canto que outra coisa. Sobra ainda o crítico, e para esse não me faltam coisinhas sumarentas “neste país” com que me entreter.

Adiante. No meu caso concreto, ter a vida preenchida não é desculpa, ainda para mais quando uma boa parte do meu tempo livre é passada aqui, e logo a ler artigos extremamente interessantes (bem sei que a noção de “interessante” não é universal, mas tenho a noção de que há um conjunto de temas mais englobantes, e de outros particularmente direccionados para nerds tipógrafos como eu que sejam atraídos pelo nome sugestivo do blog 😉 ) que bem podiam ser aqui referenciados e a partir dos quais eu (ou outros) poderia criar ideias novas e originais.

Dito isso, a minha estratégia vai ser um pouco uma cópia descarada e de inferior qualidade da do magnífico, soberbo, supremo John Gruber (autor do reconhecido Daring Fireball, blog que recomendo vivamente e que praticamente justifica aprender a dominar o inglês para aqueles que não consigam já); aliás, tenciono fazer referências em segunda mão à “linked list” dele, alguns comentários a esses artigos, e inclusivamente aos dele (obviamente que o sr. Gruber não é a minha única referência nem será a minha única fonte, dei apenas o exemplo dele por me parecer ser o mais paradigmático). Da mesma forma, vou tentar fazer o bonito uma vez por outra e publicar também algum material próprio. Sejamos realistas: dá muito menos trabalho gerir um blog assim… Posso manter o interesse dos leitores e das leitoras e partilhar as minhas démarches pelas avenidas, vielas e becos da Internet (não sou muito de andar em auto-estradas, como quem me conhece saberá bem e quem não me conhece ficará a saber 😉 ).

Daí o meu “aviso à navegação” (vulgo “disclaimer”, palavra que utilizo com uma frequência pouco saudável): não, o blog não está morto, mas a sua “vida” não tem necessariamente que ser estar hibernado e receber um post de proporções épicas a cada seis meses, nem que a alternativa passe por funcionar como um agregador de “cenas”, qual katamari pessoal aqui do je. 😛

Espero que gostem do novo formato, e boas guinadas por aí! 🙂

Johnny

24
Nov
07

O Futuro [a médio/longo prazo] da Leitura

Há poucos dias a Newsweek, conceituada revista americana, publicou como história de capa um extenso artigo, intitulado The Future of Reading, sobre o novo gadget do momento, o Kindle, um novo leitor de e-books desenvolvido pela Amazon. Naturalmente que este artigo foi extensamente badalado nos meios informativos afectos às TI, especialmente se tivermos em conta que Jeff Bezos, fundador da famosa loja on-line, define o seu produto como o “iPod da leitura”…

Do artigo há a reter especialmente as várias considerações tecidas sobre a relação leitor-autor, o actual estado da indústria editorial e as previsões para o futuro da mesma. Resumido, “in a nutshell”, e da forma como vejo a evolução tecnológica a imiscuir-se cada vez mais em processos comunicacionais sistematizados na nossa sociedade durante períodos de durações variadas (décadas para a música e imagem gravadas, séculos para a palavra impressa, e milénios para a palavra escrita), poderemos estar prestes a assistir à reconversão do meio de comunicação indirecta mais “sagrado” entre os demais (especialmente para os designers de comunicação 😉 ) , o livro.

E essa reconversão terá especial ênfase na parte “indirecta” do livro; a Amazon propõe-nos a hipótese de adquirirmos livros directamente da loja on-line para o nosso Kindle, um pouco como se podem adquirir faixas de música da iTunes Store através de um iPod Touch… Serão porventura mais interessantes e revolucionárias as potenciais funcionalidades de permitir aos autores efectuarem actualizações às suas obras, e de os respectivos leitores providenciarem um feedback ao autor e entre si, tanto sob a forma de comentários como através da partilha de anotações e sublinhados que eventualmente fizerem nas obras que possuam (!).

Quanto ao aparelhómetro em si, será esta frase que resume melhor o pré-requisito para o sucesso de qualquer leitor de e-books:

“Over the centuries, the sweet spot has been identified: something you hold in your hand, something you can curl up with in bed.

Claro. Não seria capaz de definir melhor a relação que tenho com os livros 😉 … Nesse sentido, a escolha do formato para o Kindle, aproximadamente o de um paperback, foi feliz; já o ecrã “e-Ink” – tecnologia promissora mas que atinge apenas, por enquanto, os 167 DPI (assim indicado no artigo; não deveria ser PPI?) em escala de cinzentos – e o seu interface limitado (aquela coisa está mesmo a pedir um touchscreen), assim como algumas opções aberrantes como o seu preço um pouco exorbitante ($399) e a cobrança por parte da Amazon de uma “pequena” quantia na conversão de material próprio do utilizador (.DOCs, .PDFs, etc.) para um formato com ele compatível (tudo o que seja mais que €0,00 é demasiado! 😉 ), não o deixarão ter imediatamente o sucesso a que poderá um dia aspirar.

Em suma, na humilde opinião aqui do je, a Amazon poderá ter a eficácia de uma iTunes Store mas o Kindle, na melhor das hipóteses, terá o sucesso de um Creative Nomad… É um percussor, mas o iPod dos livros ainda estará para vir (quem sabe, pela mão da Apple, mas não é isso que importa neste momento). Ficamos é com a garantia quase certa de que virá; até lá, o melhor que poderemos fazer será prepararmo-nos para as implicações que ele terá na indústria do livro impresso, e aprendermos a aproveitá-las a nosso favor, a bem da eficácia dos processos comunicacionais e do pãozinho na nossa mesa. 😐

Johnny

17
Nov
07

Primeiro Post! ;)

O meu lanche.

Este é o meu primeiro post na minha primeira experiência “a sério” de blog. O seu nome talvez anuncie à partida intenções grandiosas, o que não anda demasiado longe de uma verdade secreta e interior, mas devo dizer já que não tenho experiência nenhuma nisto, por isso a qualidade e a frequência da escrita poderão vir a não ser as melhores. Também gostava de “dar um jeito à casa” antes de abrir a porta – aprender uma coisita ou duas de CSS e dedicar-me a sério a criar um “ambiente” personalizado para o blog – mas a minha disponibilidade, tanto mental como temporal, não é das melhores neste momento. Oh well…

Dito isto, acho que posso começar por fazer o meu “mini-manifesto”: no meu dia-a-dia eu sou um gajo muito “caixa-alta-setenta-e-dois-pontos”, na medida em que acho que o que está cá dentro é para ser aproveitado, assim como o que está por aí fora é para ser esmiuçado, sendo que o resultado desse processo digestivo é para ser exposto sem grandes rodeios nem contemplações.

É verdade que, para além de [re]produzir ruído branco e banalidades inevitáveis, às vezes posso tornar-me um pouco obtuso ou desagradável, ou dizer certas coisas que, no seu conteúdo, sejam mais… rudes, ásperas, desafiadoras ao status quo ou pura e simplesmente parvas. Mas, tal como num título, numa palavra de ordem, numa lápide, há lugar para o estilo – quanto mais não seja tipográfico – que suaviza, intensifica, retira ou acrescenta (temperar a gosto) algo à mensagem, também num blog, ou numa qualquer farpa que lançamos no café, uma simples vírgula ou um ruído gutural bem aplicados podem fazer toda a diferença…

A referência tipográfica não surge, obviamente, por acaso, mas este não vai ser um blog sobre Design. O tema terá forçosamente (espero eu) que surgir com frequência, mas há por aí todo um vasto mundo de pérolas e porcos a explorar por essa web fora, essa verdadeira mina de ouro e caca (basta passar 5 minutos no YouTube para perceber isso 😛 ), e cabe aqui a este humilde mineiro/alquimista fazer o tal exercício de estilo (ou falta dele) vs. conteúdo. Claro que também será boa ideia colocar aqui alguns objectos e ideias originais e/ou anteriormente offline que eu vá conseguindo arrebanhar, para ir mantendo o sistema em crescimento e renovação constantes.

Para terminar, resta-me desejar uma boa navegação aos que por cá passarem, esperar que apreciem a vossa estadia entre cliques e, se os temas vos interessarem, que se sintam à vontade para fazer comentários; mas se não gostarem da vossa estadia podem comentar na mesma! Não vem daí mal nenhum ao mundo, é da maneira que ele não se vira do avesso (citando uma amiga minha 🙂 ), coisa que não me apetecia nada que acontecesse pois retiraria toda a mística à exploração das tripas daquele. 😉

Johnny